
HISTÓRICO
No início do Século XX, em meados de 1904, o então Prefeito de São Paulo, Dr. Antônio da Silva Prado, conhecendo o caráter ainda embrionário da atividade agrícola na cidade, percebeu que estava na hora de ativar novas perspectiva no setor. A população abastecia-se de produtos hortifrutigranjeiros em chácaras periféricas, ou mesmo de alguns bairros residenciais da cidade ou ainda, em pequenas hortas e galinheiros, nos próprios quintais das casas. Dispondo de poucos recursos, mas já possuindo vocação e terras que ainda eram baratas, muitas pessoas poderiam se dedicar à atividade agrícola de forma profissional e ajudar a elevar a qualidade dos produtos, difundir o cultivo, aumentando assim a produção e barateando os preços. Com esta visão, o prefeito idealizou o que se chamaria de Escola Prática de Pomologia e Horticultura, projet
o que após algumas contrariedades sofridas pela resistência dos opositores da Câmara Municipal, que preferiam calçar ruas e abrir novas avenidas, finalmente obteve aprovação através da Lei nº 730 de 20 de abril de 1904. A verba concedida seria destinada para a contratação de um horticultor experiente e para as instalações necessárias.
Era o embrião do Parque Água Branca que começava a ser formado em 1905, quando a lei 811 de 14 de março daquele ano, autorizou a prefeitura a adquirir um terreno da propriedade de João Batista de Souza, entre outros, como uma área de 91.781,27 m², na “Freguesia da Água Branca”. Assim sendo, o terreno situado na Avenida Água Branca foi vendido ao governo municipal para acolher a nova escola. Ao terreno adquirido foram sendo incorporadas outras terras, até que nos anos 20, contava exatamente com 124.735,14 m². Em 27 de janeiro de 1911, a Lei nº 1369 simplesmente suprime a Escola de Pomologia encerrado suas atividades. Em 25 de abril de 1928, o então Governador de São Paulo, Júlio Prestes, que tinha como Secretário da Agricultura o Dr. Fernando Costa, decidiu transferir as antigas dependências de Produção Animal e de Exposições da
Moóca para a Água Branca. O local foi chamado de Pavilhão de Exposição de Animais, e mais tarde chamado de Parque Dr. Fernando Costa, em homenagem ao seu fundador.
A Prefeitura transferiu a área para o Estado em troca de um terreno da “Fazenda do Estado”, hoje o “Parque do Ibirapuera”. Durante o período de 1939 a 1942, foram adquiridos pelo governo do Estado de São Paulo, mais 12.022,27m², totalizando assim a área atual do Parque.
O Parque Água Branca surgiu nessa época de desenvolvimento agropecuário, tornando-se portanto, patrimônio deste setor. Criadores e fazendeiros, na década de 20, participaram de uma campanha para que São Paulo tivesse um Recinto de Exposições e um local para ser sede do antigo departamento da Secretaria da Agricultura do Estado.
Mais conhecido como Parque Água Branca, o Parque Dr. Fernando Costa, pertencente a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, foi criado em 02 de Junho de 1929, pelo então Secretário da Agricultura Dr. Fernando Costa, para ser um recinto de exposições e provas zootécnicas, onde funcionou a Indústria de Produção Animal. Localizado na, ainda poeirenta Avenida Água Branca, o Parque na sua inauguração, contava com várias seções: de Veterinária, Defesa Sanitária Animal, Caça e Pesca, Produção Animal entre outras. Tanques de peixes, um pequeno Zôo, um caramanchão e até um cinema mudo formavam uma área especial para o lazer. Outra atração da época: passear à noite no Parque para admirar seus prédios de estilo Normando, iluminados, projetados por Mário Whately, e os vitrais do Portal de entrada, em estilo Art Déco, desenhados por Antônio Gomide. Todo esse encanto foi se perdendo com o tempo e o descaso.
Em 1.979, grandes exposições de gado foram definitivamente transferidas para o recinto de Exposições da Água Funda, por motivos de modernização da área de exposições e necessidade de espaços mais amplos para a circulação dos visitantes.
Em 1996, conforme Resolução SC - 25, de 11-06-96 – “O Secretário da Cultura, nos termos do artigo 1º do Decreto-Lei 149, de 15-8 do Decreto Estadual 13.426 de 16-3-79, cujos artigos 134 e 149 permanecem em por força dos artigos 187 e 193 do Decreto Estadual 20.955, de 1-6-83, resolve: fica tombado como bem cultural, histórico, arquitetônico, turístico, tecnológico e paisagístico, o PARQUE DOUTOR FERNANDO COSTA, também tido como PARQUE DA ÁGUA BRANCA”, pelo CONDEPHAAT (Conselho de D
efesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado).
Hoje o Parque é patrimônio do Estado e passa por outra transformação: recupera seu brilho , sua tradição e volta a ser um ponto de encontro das famílias de São Paulo.
o que após algumas contrariedades sofridas pela resistência dos opositores da Câmara Municipal, que preferiam calçar ruas e abrir novas avenidas, finalmente obteve aprovação através da Lei nº 730 de 20 de abril de 1904. A verba concedida seria destinada para a contratação de um horticultor experiente e para as instalações necessárias.Era o embrião do Parque Água Branca que começava a ser formado em 1905, quando a lei 811 de 14 de março daquele ano, autorizou a prefeitura a adquirir um terreno da propriedade de João Batista de Souza, entre outros, como uma área de 91.781,27 m², na “Freguesia da Água Branca”. Assim sendo, o terreno situado na Avenida Água Branca foi vendido ao governo municipal para acolher a nova escola. Ao terreno adquirido foram sendo incorporadas outras terras, até que nos anos 20, contava exatamente com 124.735,14 m². Em 27 de janeiro de 1911, a Lei nº 1369 simplesmente suprime a Escola de Pomologia encerrado suas atividades. Em 25 de abril de 1928, o então Governador de São Paulo, Júlio Prestes, que tinha como Secretário da Agricultura o Dr. Fernando Costa, decidiu transferir as antigas dependências de Produção Animal e de Exposições da
Moóca para a Água Branca. O local foi chamado de Pavilhão de Exposição de Animais, e mais tarde chamado de Parque Dr. Fernando Costa, em homenagem ao seu fundador.A Prefeitura transferiu a área para o Estado em troca de um terreno da “Fazenda do Estado”, hoje o “Parque do Ibirapuera”. Durante o período de 1939 a 1942, foram adquiridos pelo governo do Estado de São Paulo, mais 12.022,27m², totalizando assim a área atual do Parque.
O Parque Água Branca surgiu nessa época de desenvolvimento agropecuário, tornando-se portanto, patrimônio deste setor. Criadores e fazendeiros, na década de 20, participaram de uma campanha para que São Paulo tivesse um Recinto de Exposições e um local para ser sede do antigo departamento da Secretaria da Agricultura do Estado.
Mais conhecido como Parque Água Branca, o Parque Dr. Fernando Costa, pertencente a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, foi criado em 02 de Junho de 1929, pelo então Secretário da Agricultura Dr. Fernando Costa, para ser um recinto de exposições e provas zootécnicas, onde funcionou a Indústria de Produção Animal. Localizado na, ainda poeirenta Avenida Água Branca, o Parque na sua inauguração, contava com várias seções: de Veterinária, Defesa Sanitária Animal, Caça e Pesca, Produção Animal entre outras. Tanques de peixes, um pequeno Zôo, um caramanchão e até um cinema mudo formavam uma área especial para o lazer. Outra atração da época: passear à noite no Parque para admirar seus prédios de estilo Normando, iluminados, projetados por Mário Whately, e os vitrais do Portal de entrada, em estilo Art Déco, desenhados por Antônio Gomide. Todo esse encanto foi se perdendo com o tempo e o descaso.
Em 1.979, grandes exposições de gado foram definitivamente transferidas para o recinto de Exposições da Água Funda, por motivos de modernização da área de exposições e necessidade de espaços mais amplos para a circulação dos visitantes.
Em 1996, conforme Resolução SC - 25, de 11-06-96 – “O Secretário da Cultura, nos termos do artigo 1º do Decreto-Lei 149, de 15-8 do Decreto Estadual 13.426 de 16-3-79, cujos artigos 134 e 149 permanecem em por força dos artigos 187 e 193 do Decreto Estadual 20.955, de 1-6-83, resolve: fica tombado como bem cultural, histórico, arquitetônico, turístico, tecnológico e paisagístico, o PARQUE DOUTOR FERNANDO COSTA, também tido como PARQUE DA ÁGUA BRANCA”, pelo CONDEPHAAT (Conselho de D
efesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado).Hoje o Parque é patrimônio do Estado e passa por outra transformação: recupera seu brilho , sua tradição e volta a ser um ponto de encontro das famílias de São Paulo.


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